Ontem, dia 20 de junho de 2012 aconteceu a formatura dos alunos do Ensino Médio da EJA Emilie e eu, emocionado, fui escolhido pelos alunos para falar em nome dos professores. Dos poucos formandos, apenas dois não compareceram. Foi uma honra conversar com essa turminha tão querida num dia tão especial.
Estavam presentes e cantaram duas lindas canções, os formados Adriano, Cláudia, Damiana, Débora, Grivânia, Heitor, Jucélio, Maria Eunice, Neuse e Valdete
Segue o texto que eu preparei.
Eu pensei em cantar uma canção. Mas
desisti no dia seguinte.
Depois pensei em fazer um verso. No
outro dia desisti do verso e criei uma fala de teatro. Esqueci o teatro ontem e
pensei hoje em fazer hoje uma mímica. Como não sou bom de mímica , escrevi esse
texto.
Resumindo: tive uma ideia, desisti
e tive outra e tive mais uma...EPA...Isso me soou familiar. Alguém aqui conhece
uma sala cheia de ideias que no dia seguinte muda completamente para outras? Eu conheço. Aliás, conviver com essa sala era
(e é) uma delícia! A mesma turbulência de ideias, desse troca-troca de
neurônios acontecia na “hora e pouco” de convivência semanal. É só perguntar
para meus colegas professores porque a opinião não é só minha. Todo dia o
Ensino Médio III era receptivo à aula.
Se começava assim. Terminava
assado. Todo mundo tinha dúvidas, queria acrescentar algo, perguntava,
participava e a gente saia dali feliz vida. Enriquecido. Falo, pelo menos, por
mim. Eu sempre sai da sala de EM III gratificado. Tenho que confessar que um
POUCO nervoso quando às vezes às vésperas de um trabalhão grande, as ideias surgiam,
mas demoravam a acontecer. Assustava. Mas eu botava fé no produto final. Sabe por
quê?
Porque foi nesse turbilhão de
ideias que vi um grupo de alemães derrubar o muro de Berlim e também o da
vergonha de mostrar a cara numa apresentação impecável que incluiu dança
típica, tecnologia e apfelstrudel. Teve há algum tempo uma agência de turismo
que ganhou vida levando a ver a morte na visita ao Cemitério. No ano passado,
surgiu a Água e essa deu uma engasgada, mas serviu para lavar o caminho e
trazer um grupo de romanos que nada tinham de alemães, mas eram igualmente guerreiros.
Teve até a Jurerê, mais brasileira do que romana para dar graça a várias faces
históricas da Antiga Roma.
Depois veio a ditadura que eu não
vi tão de perto assim. Mas fiquei admirado. Pontuaram a época intercalando
informação e encenação num trabalho primoroso que deixou o pessoal que hoje é
do ensino médio I muito preocupado. Será que vai dar pra fazer melhor?
Depois, recentemente, os alemães
foram embora, o império romano caiu, a ditadura acabou e esse pessoal pegou visto
e aterrissou em Atlanta num jogo de sombras no qual Scarlett O’hara dança valsa
e rodopia depois da batida da Gloria Stephan que contagiou a galera.
Esse pessoal do EM III foi danado. Foi
com pequenas doses de Pink Lemonade que esse sulistas mostraram que sabiam o
que fazer. E fizerem bem feito.
E por falar em ideias, teve uma
surgiu no primeiro dia de aula e que vingou até hoje. Essa não mudou: foi a
ideia de estudar e terminar o Ensino Médio. A ideia de almejar outros cursos,
adquirir cultura, encontrar novos valores. Se fazer mais presente na sociedade.
Uma sociedade que nem sempre está
preparada para esse monte de ideias. Mas que vocês estão preparados pra ela.
Sei do talento e da capacidade de cada um. Sei que muita ideia daqui vai
vingar.
A partir de hoje, o mundo vai ser uma
sala de aula. E vocês vão preencher esse mundo de ideias. E vou estar sentadinho
numa carteira, aplaudindo.
Sucesso. Adoro vocês! Obrigado!
E para agradecer um fiz um filminho
de menos de cinco minutos...
É um filminho escrito por mim e pela
Margareth Mitchell...
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